
Nos últimos meses, muitos clientes têm notado que sua loja Gifi não abre mais aos domingos, ou apenas em horários reduzidos. Essa mudança não é resultado de uma decisão nacional uniforme da rede, mas de um emaranhado de regras locais, recusas de prefeituras e dificuldades econômicas que levam a Gifi a revisar seu funcionamento loja por loja.
Gifi e o trabalho dominical: um quadro jurídico que se estreita
Na França, o descanso dominical continua sendo o princípio para os comércios não alimentares. Gifi, como uma rede de bazar e decoração, não se beneficia das isenções permanentes das quais gozam os supermercados, as jardineiras ou as lojas de bricolagem localizadas em certas áreas.
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Para abrir aos domingos, cada loja Gifi deve obter uma autorização específica. Dois mecanismos coexistem: a isenção da prefeitura, concedida caso a caso, e os domingos do prefeito, um dispositivo que permite que os municípios autorizem até doze aberturas dominicais por ano para os comércios de varejo.
O caso de Tarbes ilustra bem essa mecânica. A loja Gifi da estrada de Pau havia aberto suas portas aos domingos durante vários meses sem uma autorização válida. A empresa exploradora, Mont Blanc Services Thonon, apresentou um pedido de isenção à prefeitura dos Altos Pireneus em maio de 2022.
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Um decreto da prefeitura de novembro de 2022 negou essa isenção. Um recurso administrativo foi apresentado em fevereiro seguinte, mas a situação reflete um padrão recorrente: a rede tenta abrir, a prefeitura recusa, e a loja deve se alinhar.
As recentes evoluções dos horários de abertura da Gifi aos domingos traduzem essa tensão entre a vontade comercial da rede e o quadro regulatório local, que varia fortemente de um município para outro.

Isenções da prefeitura e domingos do prefeito: por que Gifi é tratado de forma diferente nas cidades
A lógica territorial explica por que uma loja Gifi pode abrir aos domingos em uma cidade e não na cidade vizinha. As prefeituras avaliam cada pedido segundo critérios próprios: impacto no comércio local, situação em uma área turística ou comercial, concorrência com outras redes.
Várias prefeituras e municípios revisaram, desde 2023, o número de domingos autorizados para os comércios não alimentares. Algumas comunas reduziram o número de domingos do prefeito concedidos, passando de uma dezena para alguns concentrados nas épocas festivas. Outras mantiveram um quadro mais flexível.
O resultado é um patchwork de horários dominicais segundo as lojas Gifi. Algumas não abrem mais aos domingos. Outras mudaram para uma abertura limitada à tarde, um compromisso que permite permanecer em um quadro socialmente aceitável enquanto captura uma parte da clientela do fim de semana.
- As lojas localizadas em áreas turísticas internacionais (ZTI) ou em áreas comerciais às vezes se beneficiam de isenções permanentes, mas a Gifi raramente está presente nessas áreas.
- As lojas no centro da cidade ou na periferia clássica dependem dos domingos do prefeito, cujo número varia a cada ano conforme o município.
- As lojas que sofreram uma recusa da prefeitura, como a de Tarbes, não têm margem de manobra enquanto um novo decreto não for emitido.
Dificuldades econômicas da Gifi: o fechamento dominical como variável de ajuste
A questão dos horários não pode ser isolada da situação financeira da rede. A Gifi atravessa um período complicado há vários anos. A pandemia freou a atividade das lojas físicas, e a rede enfrentou turbulências internas que impactaram seu funcionamento.
Nesse contexto, a abertura aos domingos representa um custo salarial adicional que todas as lojas não podem absorver. O trabalho aos domingos implica aumentos de remuneração e uma organização específica da programação. Para uma loja cujo faturamento dominical não cobre esses custos extras, o fechamento se torna uma decisão de gestão racional.
A reestruturação em curso da rede Gifi reforça essa lógica. Algumas lojas operam em regime transitório, e investir em isenções dominicais para um ponto de venda cujo futuro é incerto não faz sentido econômico.

Abertura no domingo à tarde: a estratégia intermediária da Gifi
Em vez de um abandono puro e simples do domingo, a Gifi adotou em várias lojas uma abertura concentrada na tarde. Esse formato reduz as horas de trabalho dominical (e, portanto, os custos salariais) enquanto mantém uma presença comercial no horário mais movimentado.
Essa abordagem reflete uma tendência mais ampla no comércio não alimentar francês. As redes ajustam seus horários dominicais com base na rentabilidade real do horário, e não mais por princípio de alinhamento com a concorrência.
Os retornos de campo divergem sobre a eficácia dessa estratégia: em algumas áreas, o domingo à tarde gera um tráfego significativo, enquanto em outras, os clientes já se voltaram para alternativas online ou para redes alimentares abertas sem restrições.
O fechamento dominical da Gifi não é, portanto, uma política nacional fixa, mas uma mosaico de decisões locais ditadas pela regulamentação e pela rentabilidade. Cada loja compõe com as autorizações disponíveis, sua própria saúde financeira e seu futuro dentro da rede. Para saber se uma loja específica abre aos domingos, o único método confiável continua sendo consultar diretamente os horários exibidos na loja ou no site da rede.